Dia de Luta Pela liberdade de Expressão

Postado em ativismo, comportamento, expressões com categorias, , às Maio 9, 2008 por Fábio Silva

Não fumo maconha e nem tenho interesse em experimentar novamente. Mas por que apóio o movimento da Marcha da Maconha, que após ser proibida pela justiça em vários estados do País, se tornou “Dia de Luta Pela Liberdade de Expressão“?

Simples. Acredito que todos têm o direito de dizer o que pensam e de lutar por aquilo em que se acredita. Com relação a ser um movimento pró-maconha, discordo em partes. Não tenho convicção de que seja um problema de falta de liberdade, alguém acreditar que será livre, só pelo fato do Estado não reprimir o uso de drogas. Segundo alguns ideais libertários em que acredito, o indivíduo se considerar “livre” para usar drogas é uma contradição, já que tecnicamente, se se depende de algo, não é livre.

A moral deste movimento é outro e esbarra em um contexto importante da democracia no Brasil, quando são discutidos temas importantes como a legalização do aborto, por exemplo. Liberdade de expressão e opinião, com o medido direito de resposta, são instrumentos de aprimoramento do debate social e previstos na Constituição Federal e em muitos manuais de ética profissional, e em especial o dos jornalistas.

A marcha do “Dia de Luta Pela Liberdade de Expressão” acontece AMANHÃ, 10 de maio às 14 horas, nos mesmos locais de onde partiria a Marcha da Maconha. Aqui em Brasília, o movimento se reunirá em frente à Catedral, na Esplanada dos Ministérios.

Mais informações em www.marchadamaconha.org


macumba

Postado em webices com categorias, , , às Maio 8, 2008 por Fábio Silva

Na tarde de hoje, meu sobrinho (que esteve afastado por um ano da vida social, em “missão” da igreja dele), tomou vergonha na cara e resolveu fazer a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). No entanto, acho que ele está atravessando uma crise de falta de sorte (e daquelas). Ele tentou várias vezes terminar o cadastro e nada. Parecia que o bendito site estava de sacagem. E estava mesmo.

Só vimos que o sistema do INEP deu PAU em algum momento (no preenchimento dos dados para a inscrição, se não me engano) e pronto: rendeu a screenshot acima. ‘Alguma coisa ruim aconteceu‘. Será que isso é obra de algum webmaster engraçaralho, que segue a linha do “Orkut” (Bad, bad server. No donut for you)?

Que macumba! binária…

eu vi - SiCKO

Postado em ativismo, cinema, expressões com categorias, , , às Maio 1, 2008 por Fábio Silva

'What can I do?' - SiCKO

Em SiCKO, Michael Moore mais uma vez se supera e dá uma excelente lição de como o cinema, além de sua função artística, pode (e deve) ser usado para causas nobres, emotivas e ’saudáveis’. Este seu último trabalho, que inclusive concorreu ao Oscar 2008 na categoria “Melhor Documentário”, é uma radiografia do estado de calamidade em que se encontra o sistema de saúde pública nos Estados Unidos.

Outro dia na faculdade, uma professora relatou que não assistiria a este filme, que julgou ser uma ironia: “A situação da saúde no Brasil não está nada agradável e me pergunto, por que devo assistir no cinema, um cara se queixar da saúde do país dele, não devíamos olhar para a nossa primeiro?”, questionou. Foi um argumento evasivo, reflexivo, mas o qual não consegui acompanhar. Neste feriado de 1º de maio, gastei um tempo do meu descanso para conferir o porquê do Michael ter dedicado tamanha atenção ao problema da saúde nos EUA.

Segundo as estatísticas apontadas no filme, 250 milhões de norte-americanose possuem planos de saúde. Mas há ainda, 50 milhões que não possuem e que rezam para não chegar à estatística menor, de 18 mil por ano, que morrem por não ter acesso à seguridade privada. E a estas alturas, você se pergunta, qual destes dois grupos dará vida à trama?

A MAIORIA. Estes foram os escolhidos, aqueles com plano de “saúde” e que representam o principal alvo do descaso - de mega corporações farmacéuticas e hospitalares - que exploram a vida e determinam a morte, de seus clientes. Ops, “pacientes”.

Um fato que não me surpreendeu nenhum pouco foi ver, mais uma vez em ação, o corporativismo enraizado, entre a política e os interesses de empresários, que acaba de uma vez com qualquer resquício de humanidade que poderia existir, nestas duas classes. Toda estrutura de cuidado com a saúde “pública” daquele país é permeada - como a maioria dos interesses das grandes corporações - por casos de corrupção, aliado a um trabalho massivo de lobistas, na compra de parlamentares e de decisões govenamentais, para a regulamentação de leis que deixam cada vez mais fragilizada, a democracia americana.

O início do mal estar da saúde americana têm origem datada nos governos de Nixon e Reagan. Eles queriam espantar o ‘fantasma’ do socialismo. Na verdade, o da ’socialização’ da saúde pública. Estes ex-presidentes, com a ajuda de seus atuais sucessores, conseguiram transformar o ‘público’ em privado, um pesadelo para a vida daqueles que acreditavam no ‘american dream’.

Há depoimentos de muita tristeza como também muito sarcasmo. É inevitável não rir com as engraçadas comparações que Michael faz entre a não cobrança de medicamentos e trabalhos cirúrgicos em outros países, em paralelo, com casos como o de um americano que teve dois dedos decepados num acidente e teve de escolher qual seria reconstituído, tendo de pagar de 12 ou 60 mil dólares para isso.

Um momento que destaco como de grande comoção e reflexão, é o da visita que Michael Moore faz, acompanhado de 3 bombeiros que estiveram no 11 de setembro, à Cuba. Desgastados e doentes, devido as difíceis condições de trabalho enfrentadas para resgatar os sobreviventes do atentado, os 3 heróis americanos foram recebidos na pátria de Fidel com extrema atenção e se emocionaram com o alto nível de humanidade e cuidado com a saúde pública, que aquele país de 3º mundo - pobre e não-democrático - reserva a seu povo.

No Brasil

Sim, sou usuário do sistema público de saúde. Já aguardei por atendimento de emergência por mais de 6 horas, socorri pessoas que precisavam de ajuda e aguardei ambulâncias por muito mais tempo que isso. Na pele, sei como é ficar sentado em banco de hospital com gente que não tem nem o dinheiro da condução de volta para casa. É duro. Viver, ou sobreviver, com ou sem plano de saúde no Brasil, é sem dúvida um ato de coragem e perseverança.

Seja nos Estados Unidos, na França ou na periferia de Brasília, a saúde não é brincadeira. E na narrativa de SiCKO, o assunto não é tratado de forma diferente.

+ http://www.sossaudeofilme.com.br

impressões

Postado em expressões com categorias, , , às Abril 28, 2008 por Fábio Silva

A pintura acima, intitulada “A Leiteira”, é obra do artista espanhol Joaquín Sorrola y Batisda (1963/1923), que muito bem representou o movimento ‘Impressionista’ naquele país. Ela serve como pano de fundo para ilustrar um antigo e belo texto de Drummond que desenterrei, no meio de uma extensa conversa pelo MSN que tive na noite de hoje com minha prima. Para muitos pode não fazer sentido, mas vale o registro.

Viver não dói
Carlos Drummond de Andrade

Definitivo como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer; apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável um tempo feliz.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor (e não conhecemos) por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos (e não tivemos) por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema para conversar com um amigo para nadar para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos mas porque o futuro está sendo confiscado de nós impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais! A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos nas forças que não usamos na prudência egoísta que nada arrisca e que esquivando-se do sofrimento perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Dica: Notebook, XP e o modo de espera automático

Postado em geek tip com categorias, , às Abril 26, 2008 por Fábio Silva

Seguinte, dando um apoio ao pessoal do Movimento Blog Voluntário resolvi dar uma dica importante para aqueles usuários que acabaram de adquirir o primeiro notebook.

Quando compramos um computador portátil novo, que geralmente vem com windows XP ou Vista, de fábrica e via de regra, eles são programados para entrar no super chato modo de espera, assim que a tela é fechada. Isto irrita bastante os usuários, que em esmagadora maioria, vieram de “desktops” e não estão familiarizados com essa “funcionalidade” nativa dos portáteis.

Além da iniciativa de participar do voluntariado, outra motivação para dar esta dica, foi porque lembrei que na semana passada dois amigos (inexperientes no segmento “portáteis”) compraram notebooks e pediram exatamente (e quase que simultaneamente) a mesma coisa para mim: “Tem como você, que sabe de computador, ver isso? Toda vez que baixo a tela ele fica estranho e demora pra voltar, tem risco de queimar ele?”.

- Não gente, não queima. É tudo uma configuração boba e que pode ser desligada por seres humanos normais, dependentes da Microsoft, Internet e Burger King, como eu e muitos de vocês.

Então vamos lá. Infelizmente, não tenho como demonstrar essa dica no Windows Vista porque não disponho de um computador com esse sistema (neste exato momento), então vou usar o que tenho aqui. Segue abaixo um micro-tuto de como desabilitar o ‘Modo de Espera’ no Windows XP.

1. Primeiro de tudo, no menu iniciar, procure o Painel de Controle.

2. Nele há várias opções. Mas a que nos interessa é: “Opções de Energia”.

3. Já nas “Opções de Energia”, selecione a guia “Avançado”.

4. Quase acabando! Nas propriedades avançadas, que podem ser visualizadas na imagem abaixo, onde está sombreado de vermelho, você pode escolher uma opção mais sensata para o Windows realizar quando a tampa do seu notebook for baixada/fechada: “Nada a fazer”. Isto elimina o tormento de ficar esperando o sistema voltar e correr aquele risco de perder aquele texto de 6 páginas do Word que demorou +-40 minutos para ser digitando.

Espero ter contribuído para alguma coisa. E se tiverem prestado atenção às imagens, poderão ainda, configurar outros parâmetros bacanas que estão nesta guia, relacionados ao quesito “Energia”. Que a força esteja com vocês.

twittando

Postado em ativismo, webices com categorias, , às Abril 25, 2008 por Fábio Silva

Para geral que não viu e também para quem lê este blog e não comenta (algo que emocionalmente, já superei), o Estadão repetiu a dose e mandou mais uma matéria sobre Twitter e o fenômeno microblogging. Tinha visto há algum tempo no Dia de Folga, que a mídia jornaleira tinha dado espaço para a blogosfera limitada a 140 caracteres por mensagem. Procurei a pouco o link da matéria (que li no impresso), mas não achei! Enfim, Twitter, microblogging e web 2.0 é o que há.

Espero que a ‘inclusão digital’ que o governo tanto sonha alcançar, democratizando o acesso à conexões banda larga até nos confins rurais do País dê certo, acompanhada de políticas públicas para educar o povo, antes de tudo, com o uso de ‘livros’, quadros negros e professores bem pagos. Essa é a letra.

No parágrafo whatever, este último em especial, a quem possa interessar www.twitter.com/x14, minha alcunha na micro-blogosfera. E ‘x14′ é meu nickname registrado, que já teve até site ‘.org’. Nome de detergente famoso? Nada a ver. Foi só um nick das épocas de IRC que pegou, e daí?

o paraíso do google

Postado em webices com categorias, , às Abril 16, 2008 por Fábio Silva

Para mim o Google é muito mais do que uma ferramenta de busca e venho dizendo isso há muito tempo. Sabe quando você está numa mesa de bar com outros camaradas, também geeks, e um deles solta com entusiasmo, um comentário sobre algum produto novo do Google e todos ovacionam a novidade? Já se foram para a casa das dezenas, as vezes em que protagonizei cenas como esta.

A empresa Google é um fenômeno de admiração, sim. Diferente de outros nomes, expoentes da computação pessoal, não é comum a gente ver por aí pessoas comentando positivamente e de graça, tanto/quanto se fala do Google e seus produtos. No boteco, você acha que alguém vai dizer alguma coisa boa sobre o Windows? Pobre Microsoft e suas telas azuis.

Vamos aos louros. Recebi num e-mail nesta tarde, uma carrada de fotografias, que após uma pesquisa (no Google), confirmei a autoria. Elas vêem de um especial de fotografias do jornal “El Mundo”, da Espanha, e são assinadas por Ángel Jiménez de Luiz, editor do Gadgetoblog. O sortudo blogueiro visitou os escritórios do Google em Zurique, na Suiça, e teve a oportunidade de visualizar (e registrar) com as lentes de sua máquina fotográfica, como o pessoal interage dentro de um ambiente de trabalho hiper motivador e criativo, que é a cara do Google.

Escolhi algumas desta imagens para postar aqui no fspace, vejam:

O restante pode ser conferido na galeria do “El Mundo” aqui

fábio no sul

Postado em geral, música com categorias, , às Abril 14, 2008 por Fábio Silva

Centro de Curitiba

Um stop na caminhada para um registro

O assalto fotográfico acima aconteceu no Centro de Curitiba, dia 4 de março. Cidade bonita, um povo civilizado, não parece em nada com outros ares brasileiros que conheço, e principalmente, com Brasília e aquela arquitetura entupida de concreto de Oscar Niemeyer, a qual eu defino carinhosamente como meu ‘habitat natural brasiliensis’.

Após conhecer o lugar, mesmo que superficialmente, comecei a dar razão aos malucos que um tempo atrás desejavam emancipar esse pedaço do mapa do Brasil. As pessoas de lá cuidam bem do lugar onde vivem, o transporte público funciona e o custo de vida é relativamente parecido com o nosso aqui no Distrito Federal, mas de qualquer forma, me pareceu um bom lugar para se viver.

Tour

Esse passeio esporádico e acelerado (conheci metade dos pontos turísticos da cidade numa única tarde) foi no mesmo dia do show do Iron Maiden, que para mim não representou muita coisa. A minha motivação pessoal foi meramente turística: queria muito dar uma volta por outros recantos do Brasil, dirigir longe do trânsito e dos engarrafamentos (mesmo que fosse por 1300 quilômetros), pois nunca tinha feito isso até então.

Já meu amigo e incentivador dessa viagem ao extremo sul do País, Magno, achou legal aquele bando de velho entoando uma gritaria que, ao meu ver, era pouco conhecida para a maioria do público. Pelas caras novas, devem ter nascido justamente em 1975, no início da banda, quando o Steve Harris ainda era muleque.

samedi manhã

Postado em música com categorias, , às Abril 12, 2008 por Fábio Silva

Roger Jouret, mais conhecido no popular como o “Plastic Bertrand” é um belga maluco, que canta em francês um som, meio british rock com punk, ou seria outra coisa? Ele foi foi um dos poucos artistas que cantam na língua do biquinho, a conseguir o feito de ter seu nome figurando entre os destaques da parada da Billboard, isso lá pelo final da década dos anos 1970.

Tem um punk aí no meio desse caminho, no meio do caminho tinha um punk. Acho que é por aí. Sha La La La Lee (um cover do Small Faces) é minha favorita até o túmulo. Cantiga engraçaralha até, boa.

+ Plastic Bertrand - An 1 (1978)

NOTA - o blog fspace e seus colaboradores não são responsáveis pelos links presentes nos posts, e menos ainda, pelos respectivos arquivos que alguém colocou em um dos zilhões de servidores gratuitos que armazenam arquivos para o grande e cativo público da Internet. O que você decidir fazer da sua vida; seja clicar num link, baixar um arquivo ou correr pelado na praça; não é da nossa conta. Como diria o presidente molusco,”meu filho, cuida da sua crise” . Cada um com seu querido problema.

em partes

Postado em expressões com categorias, , , às Abril 11, 2008 por Fábio Silva

Casal Nardoni, os judas do momento

Mentecapto, mente cinco, mentem todos

Diz a capa do Correio Braziliense de hoje (12/4), “CRÔNICA DE UM CRIME QUE O PAÍS INTEIRO JULGA, MESMO SEM PROVAS”, que em partes eu concordo. A mídia não tem o poder de julgar ninguém e isso enfraquece o já ruim das pernas, “Poder Judiciário”. Ninguém mente ou fala a verdade, nem pode ser culpado de algo, sem que existam provas concretas para isso. Um julgamento justo requer tempo, para análise e não um dossiê diário de especulações. Até que se prove o contrário, o casal do momento, Alexandre Nardoni (29) e Anna Carolina Jatobá (24) são INOCENTES.

VALE LEMBRAR: A Constituição Federal, de 1988, em seu artigo 5º, LVII, quando fala do princípio da presunção de inocência, quer dizer que: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”. O cidadão tem aí, a garantia do devido processo legal, visando à tutela da liberdade pessoal.

Estamos no Brasil macacada, não no Texas.

Como profissional de comunicação (em constante estado de formação) e observador (menos passional possível) creio que o pessoal da caneta e da câmera DEVEM deixar esse caso para os policiais e para a justiça, já que os excelentíssimos recebem gordos salários justamente para isso.

Se brincar, essa história ainda vai render um roteiro de novela, não duvidem.